domingo, 2 de dezembro de 2007

Presépio Relativista

Por Abd Wahed Al Batin e Reza Al Kibar

O que importa é ser feliz
Diz o grande relativista
Deus nos ama de qualquer jeito
"A doutrina é negativa"

"Que sejam um",
Diz todo ecumenista,
Só Deus julga!
Seja ortodoxo ou romanista

Ter Eucaristia
Ou defender a Sola Fide
Nada faz diferença
Deus concede a mesma recompensa

"Eu monto presépios" e
"A igreja é irrelevante"
Todo relativista
No fundo é ignorante

Só não pode ser comunista,
Tem que ser conservador,
E também não se pode crer,
que verdadeira Igreja exista!

Não ouse nos contestar
Isso nem o papa pode
O que importa sou eu e Deus
E nada de expulsar o bode

O prelado comunista,
que vá chupar piroca,
católicos obedientes,
não passam de marocas!

Os concílios tentaram julgar,
Cairam em improbabilidade ,
Pois esqueceram do bordão,
"Só o mestre é autoridade!"

Não julgueis para se julgado
Disse o MEU Cristo relativizado
Mas o mestre é o mestre
E pode chamar Bispo de excomungado

Pois de nada adianta,
rezação e fé inabalável,
Se ao mestre desagradar,
Será um imprestável!

Todos são obrigados a crer,
Em Nossa Senhora de Fátima,
Seja católico ou xia islâmico,
O relativismo é a nossa máxima!

Ahmadinejad

Por Munir Bin Yakoub

Debalde pugna contra Israel
Tua luta é infame, monte de entulho
Pretendendo ser corajoso, curva-se ao vil papel
E assim como o néscio, grafa 'Getulho'

Nega, ora, o genocídio dos judeus
Monstro de torpeza, montículo de estrume
Mostra, assim, sua moral de pigmeus
E te seguem os doidos, tal cardume

Embriga-te de teu petróleo
E sai a espalhar sandices
Vai-te, Artaxerxes de imbroglio
E fuja daqui com tuas vigarices!

Choque de civilizações

Por Munir Bin Yakoub

I

Querem opor o cristão ao muçulmano
Mal sabem os ateus
Que essa briga não está completa
Sem a presença dos hebreus

II

A luta não se trava entre civilizações
Pois é aquele que gosta de dar o cu
Do movimento gayzista e outros safadões
Atrás de piroca, esses como pandas atrás de bambu

III

Pensam que podem semear a discórdia
Com a fúria de seus orífícios
Às civilizações causar mixórdia
E de falanges de doidos fazer comícios



IV

Não convém o rabo doar
Sunita ou Xiita
Prática ignóbil, ao católico
É ao sefardita e asquenazi
O oríficio cagônico liberar!

Refrão:
Ortodoxo, católico ou protestante
Ao sunita ou xiita, o ensinamento é um.
Pois seja asquenzi ou sefardita é constante:
A outro macho nunca forneça o seu bumbum!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Crime Tributário

Por Sayed Bin Abu Talib

Crime tributário, crime tributário
César está brabo e quer o seu denário.
A fé também pede aos crentes,
executem os inadimplentes.

Mateus cobrava impostos,
e os Hebreus muito se irritavam.
Pilatos soube que não pagaram,
e crucificados apareceram expostos.

Sonegação sonegação sonegação,
roubaram dinheiro federal.
Dentro do tribunal
Só negação só negação só negação.

Que maravilha que foi esse mandato,
não podem dizer que exagerei.
Aumentou meu peculato,
e minha carteira locupletei.

Ao Marquês

Por Abd Wahed Al Batin

Apedeuta que nega todo óbvio,
quer fazer revolução no Brasil,
escrevendo “Getulho” e “opróbio”,
cacete, Marquês, vá pra puta que pariu!
Chega de espetáculo sórdido!

Teu grotesco aspecto é causa de desgosto,
e do Olavo levou grande esculacho,
mas como lhe falta vergonha na cara,
ainda não sossegou o facho!
Caralho, marquês, você deve ter encosto!

Lorpa que acha possuir grande destreza,
A fonte de suas bobagens é o Belzebu?
Ou, com ainda mais certeza:
acaso tira essas teorias do cu?
Tome tenência, ó grande vulgarizador!

Advoga por uma causa sáfara,
fingindo grande humanista ser,
aliado de esquerdistas e espantalhos,
devido as tuas vigarices, só me restar dizer
Vá tomar no teu cu, grande salafrário!

Ao Rafael Daher

Por Mahmoud El Fakir

Saído do Ipiranga, este sujeito,
O tal Daher, tem linguagem que choca
Mas quando ele descansa lá em seu leito
Gosta de chupar... uma bala!

É cortês como uma mula, gentil
Como um elefante, talvez um gnu
Já li o relato de quem viu
O Daher dando... uma aula!

Ele parece até muito grosseiro
Mas revelo agora que...(Should I say?)
O seu humor se mostra bem faceiro
E no fundo, ele é... divertido!

Edílico

Por Lígia Amorese

Qual nenúfar de um trâmite,
vilipendeando e coibindo ao palor da brida,
hei-lo que postergava célere em descabido arrimo,
exudante à mácula de insofismável prímula.

Derrocado aos cúspedes de escabroso ápice,
prelava cônico entrelaçado púlpito... e,
quiçá na símula, soerguia sânscrito em exorbitante
tálamo, tatamurdeante às escaramuças,
o coergir cônjuge de um colimar colérico:

- Oh dorida Cármina, oh excogitada pândega! Deveras álgida e
empapuçada cítara! Não sorverás em jabôs da cálida vertente em
pórticos...

E, ao rompante de um átimo, excogitou:

- Obtusa a ti, oh algarávia,
que qual cisterna cínica ao descalabro
de defenestrante júbilo,
houve de esmiuçar-te em conclamante rubrica,
extrapolando-te em empaladora cripta...
Por que, oh, por que?
Queria-te contígua, ó cemitarra,
a espargir-te a mim!

Então, exângue em meio ao burburinho
de um tilintar letárgico,
solevou da códea subliminar e,
ao expurgar dolente de um selim,
conspurcaria à tara
da derradeira nódoa... enfim.